quinta-feira, 24 de maio de 2012

O MOTORISTA


Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. Era uma vida de cowboy própria para alguém que não deseja ter patrão. O que eu não percebi é que aquela vida era também um ministério. Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se um repositório de reminiscências ambulante, às vezes um confessionário. Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimas, e contavam episódios de suas vidas – suas alegrias e suas tristezas. Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar. Nenhuma me tocou mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite. Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolinhos, de quatro andares, em uma rua tranquila de um subúrbio da cidade. Eu imaginara que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que brigara com o amante, ou talvez um trabalhador indo para um turno da madrugada de alguma fábrica da parte industrial da cidade. Quando eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado umas duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. - "Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda”, eu pensei. Assim fui até a porta e bati. - "Um minuto", respondeu uma voz delicada e idosa.

 Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu. Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40. Ao seu lado havia uma pequena bolsa de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros. - "O senhor poderia por a minha mala no carro?", ela pediu. Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, ela ficou agradecendo minha ajuda. - "Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros do jeito que gostaria que tratassem minha mãe", - "Oh! Você é um bom rapaz!" Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:- "O senhor poderia ir pelo centro da cidade?" - "Não é o trajeto mais curto", alertei-a prontamente. - "Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos". Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando. - "Eu não tenho mais família", continuou. "O médico diz que tenho pouco tempo". Eu disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei: - "Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?" Nas duas horas seguintes nós dirigimos pela cidade. Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado com ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados. Ela pediu-me que passasse em frente a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela frequentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada. Quando os primeiros raios de sol surgiram no horizonte, ela disse de repente: - "Eu estou cansada. Vamos agora!" Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como uma pequena casa de repouso. A via de entrada passava sob um pórtico. Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou. Eram muito amáveis e atentos e observavam todos os movimentos dela. Eles deviam estar esperando-a. Eu abri a mala do carro e levei a pequena bolsa de nylon para a porta. A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas. - "Quanto lhe devo?", ela perguntou, pegando a bolsa. - "Nada", respondi. - "Você tem que ganhar a vida, meu jovem" - "Há outros passageiros", respondi. Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente. - "Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria. Obrigada". 

Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada. Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida. Naquele dia não peguei mais passageiros. Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia falar. Se a velhinha tivesse pegado um motorista mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu turno? E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido embora? Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida. Nós estamos condicionados apensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos frequentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. 
AS PESSOAS PODEM NÃO LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE, MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR. 
E a vida é apenas um sopro... e quando o fim chega só nos resta contar com gente de verdade, sem interesses alheios.
"Caridade e amor faz parte da Obra do Senhor..."

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Castelo


Em uma praia muito linda contemplava duas menininhas brincando na areia, construindo um belo castelo com muita elegância, dedicação e carinho...
Quando estava próximo da finalização, veio uma onda destruindo toda sua obra, reduzindo o lindo castelo a um monte de areia e espuma.
Achei naquele momento que as crianças entrariam em pânico, depois de tanto esforço e dedicação, mas tive uma grande surpresa.
Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, sorrindo de mãos dadas e começaram a construir outro castelo...
Compreendi que tinha aprendido uma valiosa lição! Empenhamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa. E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que gastamos em dedicação, esforço e tanto tempo para construir. Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de dar uma reviravolta!

domingo, 13 de maio de 2012

PROFISSÃO MÃE

Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário. "Claro que tenho um trabalho", exclamou: "Sou mãe". "Nós não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar "Dona de casa", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.

A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação, perguntou: Qual é a sua ocupação? Não sei o que me fez dizer isto, as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas." A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.


Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial. Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse, o que faz exatamente? Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:

"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas).

Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas). Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou e, pessoalmente me abriu a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3 anosDo andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante! Maternidade... que carreira gloriosa!



Assim, as avós deviam ser chamadas de: "Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas".

As bisavós: "Doutora- Executiva- Sênior".

E as tias: "Doutora - Assistente".

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas,companheiras.
Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!! FELIZ DIAS DAS MÃES!!!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

PARA NOSSA ALEGRIA!!!

A família do vídeo “Para Nossa Alegria”, que já conta com mais de 15 milhões de visualizações apenas no Youtube, está aproveitando o momento de fama. Além de participar de diversos programas na televisão, como “Pânico na Band” e “Caldeirão do Huck”, Jefferson e Suellen Barbosa fecharam uma parceria com a Pepsi e agora anunciam que lançarão um CD e uma série de camisetas.

"A FAMÍLIA CONQUISTOU MUITOS FÃS EM TODO BRASIL!"


Em entrevista ao Jornal “O Dia”, a dupla falou sobre a mudança em sua vida: “De um dia paro o outro foram milhões de acessos. A gente não tem internet e não entendeu direito. Quando fui pra escola, no outro dia, todo mundo queria tirar foto com a gente. Minha mãe trabalha no aeroporto e todo mundo queria tirar foto com ela. A gente entendeu uns dias depois a proporção que teve o vídeo. Foi uma coisa muito grande”.

Questionados sobre a possível repercussão que o vídeo teria, Jefferson conta: “Na verdade, foi a nossa vizinha Juliana que postou o vídeo. A gente estava ensaiando no quarto, porque a gente ia cantar na igreja, e pensamos: ‘Vamos ligar a câmera na televisão’. Estávamos nos assistindo como se fosse um espelho, por isso a gente estava sorrindo. Na hora do ‘para nossa alegria’, eu acabei entrando muito forte. Minha irmã começou a rir e minha mãe ficou brava. Mas foi sem querer, nunca imaginava mesmo essa repercussão”.
Com a fama, eles já planejam continuar no mundo da música. “Vamos lançar um CD em maio, que vai ser produzido pela Salluz Productions, uma gravadora gospel. Vamos começar a gravar essa semana. Vai se chamar ‘Para Crianças e Adultos Bem Humorados’. Vão ser músicas bem humoradas”, revelou. De família humilde, Jefferson disse que já estão conseguindo ganhar algum dinheiro com o sucesso. E agradecem: “Graças a Deus estão aparecendo convites para a gente cantar, está sendo uma bênção”.
Os jovens pretendem estudar bastante para melhorar: “Eu e minha irmã gostamos muito de cantar. Eu estudo violão e estou aprendendo também guitarra, e Suellen vai começar a fazer aulas de canto”.
Fonte: UOL
Tudo para a nossa alegria. veja o vídeo abaixo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Desistir nunca


Quantas vezes nós pensamos em desistir,
deixar de lado, o ideal e os sonhos;
Quantas vezes batemos em retirada,
com o coração amargurado pela injustiça;
Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade,
sem ter com quem dividir;
Quantas vezes sentimos solidão,
mesmo cercado de pessoas;

Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;
Quantas vezes voltamos para casa com
a sensação de derrota;
Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair,
justamente na hora em que precisamos
parecer fortes;




Quantas vezes pedimos a Deus
um pouco de força,
um pouco de luz;
E a resposta vem, seja lá como for,
um sorriso, um olhar cúmplice,
Um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;
E a gente insiste;
Insiste em prosseguir, em acreditar,
em transformar, em dividir,
em estar, em ser;




E Deus insiste em nos abençoar,
em nos mostrar o caminho:
Aquele mais difícil,
mais complicado, mais bonito.
E a gente insiste em seguir,
por que temos uma missão,


Ser FELIZ e Fazer as pessoas FELIZES!


terça-feira, 8 de maio de 2012

Não Brinque Jamais com o Pecado

"Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte." Tiago 1:14 e 15.

Vários anos atrás, Burt Hunter, um repórter do jornal Long Beach Press Telegram, recebeu a incumbência de escrever uma reportagem acerca de uma mulher da cidade que lidava com serpentes. Quando o repórter foi à casa dela, uma autêntica mansão, descobriu que a mulher era jovem e de uma beleza estonteante.

Quando Burt expressou surpresa pelo fato de ela envolver-se numa atividade tão arriscada, a moça riu.

- Acho que gosto desse ingrediente de perigo. Mas qualquer dia desses vou ficar cansada de mexer com serpentes e daí partirei para outra coisa.

Enquanto Burt aprontava o seu equipamento fotográfico, a jovem trouxe algumas cestas de vime contendo vários répteis venenosos e colocou-as no chão. Depois de segurar vários deles, ela disse:

- Agora fique bem quieto. Esta é a minha serpente mais nova. É muito venenosa e ainda não está bem acostumada comigo.

Enquanto Burt observava, a moça ergueu a cobra de dentro do cesto. Repentinamente parou.

- Algo está errado - disse ela. - Não sei o que é, mas vou precisar colocá-la... - E não terminou a frase. Em poucos instantes ficou rígida. A serpente a havia picado!

- Rápido! - disse a moça, ofegante. - Corra ao banheiro, no piso superior. Na caixinha de remédios vai encontrar um frasco de contraveneno. Depressa, por favor!

Quando Burt retornou com o precioso soro, a moça lhe pediu que pusesse o contraveneno em uma seringa. Em seu nervosismo, Burt apertou muito o frasco. Este quebrou-se! O precioso líquido lhe escorreu entre os dedos.

- Você tem outro frasco? - perguntou ele, ansioso.

- Era o único que eu tinha - respondeu com voz fraca a jovem desesperada. Em poucos minutos lhe sobreveio a agonia da morte, e aquela vida se foi.

Muitos que brincam com as mortíferas serpentes do pecado manifestam a mesma ousada desconsideração para com o seu bem-estar eterno revelada por aquela encantadora de serpentes de Long Beach. Quando se trata desse tipo de serpentes, a única atitude segura é:


"Afastar-se  imediatamente da aparência do mal; pois o pecado pode contaminar a "alma". Fuja, rejeita isto... enquanto há tempo!"

sábado, 5 de maio de 2012

Como Evitar o Esfriamento

 

"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo." Mateus. 24:12 e 13.


Em 1776, James Cook, famoso explorador e capitão da marinha britânica, foi encarregado por seu país de liderar uma expedição com o fim de verificar se havia mesmo ou não uma passagem navegável entre os oceanos Atlântico e Pacífico, via costa norte do Canadá. A expedição zarpou de Plymouth, Inglaterra, no dia 12 de julho de 1776. Entre seus integrantes estava o Dr. Solander, um naturalista sueco, cuja responsabilidade era fazer observações científicas da flora e fauna encontradas ao longo do caminho.

No outono de 1779, a expedição pesquisou a área em torno do Estreito de Bering. Ali um grupo, sob o comando do tenente Hodder, e incluindo o Dr. Solander, armou um acampamento e dirigiu-se para o interior. Uma prematura tempestade de inverno apanhou de surpresa aqueles homens longe do acampamento, ameaçando-os de morrerem congelados. Devido à sua experiência com temperaturas baixas em seu país natal, a Suécia, o Dr. Solander reuniu os homens e advertiu-os acerca dos perigos da hipotermia.

- Precisamos resolutamente voltar ao acampamento sem uma única parada - disse ele. - Nosso grande perigo é adormecer e não acordar nunca mais.

- Mas acho que ficaremos terrivelmente cansados - comentou Hodder.

- É lógico que vamos ficar - disse Solander. - Quando o sangue começar a esfriar, os homens implorarão um pouco de descanso. Não permita que se detenham uma só vez. Incite-os com golpes, com baionetas, se for preciso. Ceder ao desejo de dormir será fatal.
Os membros do grupo de Hodder atenderam à admoestação do doutor e voltaram ao acampamento sem perder um homem.

Jesus advertiu-nos de que, ao aproximar-se o fim dos tempos, a iniquidade aumentaria e o amor de muitos de Seus seguidores ficaria frio, ao assimilarem o espírito do mundo ao seu redor. Vemos que isso ocorre hoje: cristãos adormecendo enquanto se conformam mais e mais com o mundo.

O que podemos fazer individualmente para evitar esse fim triste? Resolutamente encaminhar-nos para Sião, enquanto animamos outros ao longo do caminho em perseverar na Fé em Cristo Jesus.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

NÃO DEIXE SEU AMOR ESFRIAR... TENHA FÉ!


Mateus 24:3 a 14 “... que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus respondeu: Tenham cautela e que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome... e ouvireis de guerras e de rumores de guerra... não vos assusteis, porque é necessário que isto aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares... mas tudo isso são os princípios das dores... vos entregarão para serdes atormentados... e sereis odiados de muita gente por causa de meu nome... nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros e se aborrecerão... surgirão falsos profetas e enganarão a muitos... e por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. Este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo... então virá o fim.”
Como é impressionante que várias profecias ou revelações escritas há dois mil anos, sejam tão atuais. Isso é um fato da tremenda veracidade da Palavra de Deus anunciando a sua volta em glória para buscar seus filhos que não pertencem a esse mundo que jaz no maligno (1 João 5.19).
O amor se esfriando de quase todos! Isto é escrito para o crente que deixa de acreditar e desiste de caminhar com Jesus por achar que Ele está alheio aos acontecimentos dentro e fora de sua Igreja. Quero lembrar que não há nada mais importante para Deus do que o seu povo, ou seja, somos filhos de Deus formando assim a Noiva (Igreja) de Cristo.
Escândalos acontecendo constantemente e até parecendo normais nos dias atuais, e vemos que o caráter corrompido se defende com argumentos distorcidos e mentirosos em relação a  veracidade bíblica. Porém passarão céus e terra, mas a palavra de Jesus não passará (Marcos 13.31).
Temos que voltar ao primeiro amor e isso é uma tarefa diária, vigiar para não cair, para não entrar em tentação – Não se esfriar no amor. Não se alicerçar em pessoas e sim reter o que é bom, imitar atitudes que louvam a Deus, porém o erro pode acontecer com qualquer ser humano e isso nunca poderá ser motivo para eu desistir de caminhar com Cristo. Jesus nunca nos decepcionou.
Diz a Bíblia que uma grande maioria se esfriará na aliança com Deus – sem amor, sem aliança. Jesus disse que quando Ele voltar será que encontraria fé no mundo? (Lucas 18.8). O amor é o que sela sacrifícios, pois sem amor de nada vale.
Amor se esfriando de quase todos nos dias de hoje e só pode se esfriar naquele que possui o amor a Deus, então estamos falando para cristãos que estão se enfraquecendo na fé. Quem não tem amor não tem o que esfriar. Essa palavra é para a Igreja: Eu e você meu irmão e irmã.
Tem várias profecias acontecendo que precedem a volta de Jesus e muitos serão pegos de surpresa quando o Messias voltar – Ai será tarde demais para agir.
Em Marcos 13.12 “Irmão que entregará à morte o irmão” vemos que não é somente irmão consanguíneo, mas irmãos na fé que matariam espiritualmente outros como os irmãos de José, filhos de Jacó, fizeram com ele por inveja e o amor se esfriando de quase todos.
“irmão entregará a morte o pai e o filho” família se destruindo é comum hoje em dia – pais abusando de filhos e filhos matando os pais, porém Deus revelou também a destruição dos pais espirituais, líderes que são atacados por membros – setas de fofocas e facções – sacerdotes morrendo. E filhos também morrendo pelos escândalos de líderes. E Deus já havia previsto que o amor se esfriaria de quase todos.
“Pais contra filhos e filhos contra pais” e o amor se esfriando de quase todos... “guerras e rumores de guerras” e o amor se esfriando de quase todos... “fomes e pestes” e o amor se esfriando de quase todos... “falsas profecias, mentiras” e o amor... “Nação contra nação e reino contra reino” por interesse nas riquezas e traficantes contra traficantes, contra policiais, contra gangues, contra tribos, contra políticos, contra tudo e contra todos; e o amor se esfriando de quase todos... “muitos virão no nome de Jesus e enganarão” e o amor se esfriando no egoísmo, no desejo de conquistar ainda que matem vidas de forma física ou espiritual. O amor se esfriando... Alguma familiaridade nos dias de hoje?
Escândalos sendo normais, mas o que importa é se da bem... Muitos fazem... Muitos matam vidas... O problema é de cada um. Não é a salvação individual? O que eu posso fazer? Não vou mudar o mundo? Ou vou? E o amor se esfriando de quase todos no egocentrismo ou na estagnação.
Apocalipse 22.11 e 12 “Quem é injusto faça injustiça... quem é justo faça justiça... e eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra”.
O amor que Jesus nos ensinou não é essa paixão egoísta – amor próprio e somente a si mesmo. Há um amor que constrange o mundo, é o ágape que se torna cada dia mais raro. É um amor de servidão, de doação e de desejo de melhorar a vida do próximo e isso não é fácil. Esse amor é de suporte a quem está perto é sacrifical e o mundo não sabe o que é essa essência e cada vez mais se afasta e carrega muitos para longe dela – o bom perfume de Cristo.
Respiremos, pois, o mundo passará, o céu e a terra passarão, mas as palavras de Jesus não passarão. Seremos aborrecidos por todos por amor de Jesus. Incomodamos sim as pessoas por sermos tão felizes e termos paz diante as situações, por amar e ajudar sem interesse próprio, mas pelo fato de que não pertencemos a esse mundo.
Não podemos desanimar por que pessoas vivem no erro. Não é a Palavra de Deus quem ensina a viver em santidade? Não é Jesus o nosso amor maior? Não é a Deus a quem devemos amar amando o próximo? Então grave bem em seu coração isso que vou lhe dizer: SEJA O ÚNICO EXEMPLO VIVO DE CARATER DE CRISTO. “Quem perseverar até o fim, no amor legítimo, será salvo” (Marcos 13.13).
 Por Apóstolo Renato Machado.
"Que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo continue te iluminando através de estudos como este; para então, aquecer corações... Pr. Jan Viana"

terça-feira, 1 de maio de 2012

PANELA QUENTE


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de escoteiros.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a panela estava fora da fogueira, o urso abraçou com toda a força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber que algo lhe atingia. Na verdade, era o calor da panela... Ele estava sendo queimando nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais à panela quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda o urso rugia...
Quando os escoteiros chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a fervente panela.
O animal tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela... sua aparência oponente dava espaço a fragilidade e aparência de sofrimento.
Quando terminei de ouvir esta história de um velho sábio, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser “importantes”. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento e de desespero. Apertamos essas coisas contra os nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos...
Para que as coisas venham a dar certo em nossas vidas, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece ser salvação nos dará condições de prosseguir...  
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve! Tire do seu caminho tudo aquilo que faça seu coração arder de tristeza, angustia ou dor...
_Receba nesta hora o refrigério do Espírito Santo! Deus é contigo!
“Que tal soltar essa panela quente agora?”
“A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores.” Provérbios 22.10